Projeto contemplado pelo Edital de Chamamento Público Nº 03/2023 – LPG – Torres – AUDIOVISUAL
O projeto parte da experiencia plurianual de atividades cineclubistas do Cineclube Torres, nas quais partindo da exibição de materiais audiovisuais se debate e se constrói conhecimentos sobre o fazer cinema, sua linguagem e seus modos de leitura.
É um método indutivo que opera através de exemplos selecionados para chegar a teorias e visões do cinema, tão subjetivas e peculiares para cada autor ou escola, e fundamentar as próprias técnicas para a criação de conteúdos.
A base do nosso projeto de formação audiovisual segue uma reflexão feita pelo cineasta Boca Migotto sobre uma parte da recente cinematografia gaúcha, registrada em livro e em e documentário (Um Certo Cinema Gaúcho de Porto Alegre) nos quais procura traçar uma análise fílmica de várias obras ambientadas em Porto Alegre, para encontrar seus elementos comuns e diferenciais.
Serão 8 exibições de longas analisadas nas obras, exibida em auditório próprio montado para o efeito na escola UP Idiomas, com a presença dos autores, direção ou produção do filme. A exibição será realizada mediante projeção em telão de no mínimo 100” a partir de mídia física ou digital de alta resolução.
A participação de convidados, caso não possa ser garantida de forma presencial, poderá ser de forma remota utilizando as ferramentas de reunião virtual, pelas quais os presentes poderão questionar e receber informações de forma virtual, na mesma tela e aparelho de sonorização utilizada na projeção dos filmes.

Execução do Projeto:


Em novembro vai entrar na programação do Cineclube Torres o projeto de oficina cineclubista apresentado e contemplado pelo Edital Municipal n. 03 – Audiovisual da Lei Paulo Gustavo.
O projeto parte da experiência plurianual de atividades cineclubistas do Cineclube Torres, nas quais partindo da exibição de materiais audiovisuais se debate e se constrói conhecimentos sobre o fazer cinema, sua linguagem e seus modos de leitura.
É um método indutivo que opera através de exemplos selecionados para chegar a teorias e visões do cinema, tão subjetivas e peculiares para cada autor ou escola.
A base do nosso projeto de formação audiovisual segue uma reflexão feita pelo cineasta Boca Migotto para sua tese de doutorado, sobre a recente cinematografia gaúcha, registrada em livro e em documentário (Um Certo Cinema Gaúcho de Porto Alegre)
Nestas obras o cineasta procura traçar uma análise de várias obras geradas por uma geração de autores, em Porto Alegre, para encontrar seus elementos comuns e diferenciais.
Na sexta-feira, vamos exibir o documentário que vai orientar o público ao longo de toda a retrospectiva, contando com a excepcional presença em sala do autor, Boca Migotto.
O que:
Exibição de “Um Certo Cinema Gaúcho de Porto Alegre”, documentário, 107min., 2023
Onde:
Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres
Quando:
Sexta-feira, dia 1/11, às 20h.
Ingressos:
Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).
Projeto realizado com recursos da Lei Complementar n.195/23 – Lei Paulo Gustavo.

O ciclo de cinema gaúcho do Cineclube Torres continua na segunda dia 4, às 20h, com “Beira Mar” da dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon.
Após a primeira sessão do documentário que inspirou o ciclo, começa a sequência de longas de ficção com filme ambientado no litoral.
A intensa programação de novembro do Cineclube Torres, uma oficina cineclubista contemplada no Edital Municipal da Lei Paulo Gustavo, segue com a sequência de longas selecionados a partir do estudo do diretor e professor de cinema, Boca Migotto.
O projeto “Um Certo Cinema Gaúcho de Porto Alegre em Torres” procura oferecer um panorama significativo da mais recente produção gaúcha que orbita em torno da histórica produtora porto-alegrense “Clube Silêncio”.
Na sessão de segunda, um filme de uma dupla de jovens diretores de uma geração sucessiva àquela da produtora e que já são considerados uma realidade emergente pela crítica internacional.
Filipe Matzembacher e Marcio Reolon com este delicado filme de estreia conseguiram ser selecionados no Festival de Berlim em 2015 na mostra Fórum, primeiro passo para futuros triunfos neste festival, com “Tinta Bruta”, que também será exibido em Torres.
A história do filme ocorre durante o inverno, quando dois jovens viajam até o litoral norte gaúcho. Martin precisa resolver algumas pendências familiares e Tomaz aceita acompanhá-lo nessa jornada, aproveitando a oportunidade para se reaproximar do amigo.
O filme acaba sendo “um registro intimista, quase sensorial, das descobertas silenciosas, das escolhas incontornáveis de corpos que vibram e desejam, e das desconstruções perenes que não cabem no mundo.” (Gustavo Guilherme, UFES, Cine Metrópolis)
Este ciclo/oficina (em cuja imagem de cartaz, o símbolo de Porto Alegre aparece como irônica citação cinematográfica alusiva aos recentes desastres políticos/ambientais da capital) integra a programação continuada realizada com ENTRADA FRANCA, na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos com 13 anos de história, em atividade desde 2011, Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo IBRAM, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur), contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.
O que:
Exibição de “Beira Mar”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, ficção, 83min., 2015
Onde:
Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres
Quando:
Sexta-feira, dia 4/11, às 20h.
Ingressos:
Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).
Projeto realizado com recursos da Lei Complementar n.195/23 – Lei Paulo Gustavo.


Sexta e sábado de intensa programação no Cineclube Torres, com as exibições de “Dromedário do Asfalto” e “Ainda Orangotangos”, com a presença de seus diretores, às 20h.
Na sexta dia 8 o Gilson Vargas vai apresentar seu “Dromedário no Asfalto” e no sábado dia 9 é a vez do Gustavo Spolidoro com seu histórico longa em plano-sequencia.
Fim de semana com dois filmes marcantes da produção audiovisual gaúcha, na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo do Cineclube, pelo projeto “Um Certo Cinema Gaúcho de Porto Alegre em Torres”
Na sexta dia 8, às 20h, será exibido o longa “Dromedário no Asfalto” com a presença do diretor e histórico componente da produtora Clube Silêncio, Gilson Vargas.
O filme é uma versão gaúcha de um gênero cinematográfico clássico, um road movie por terras fronteiriças e Cisplatinas: depois de perder a mãe, Pedro se sente devastado e determinado a conhecer a identidade de seu pai. A única informação que ele tem é que o homem partiu para o Uruguai para viver isolado.
No sábado, dia 9, sempre às 20h, o único filme produzido diretamente pela Clube Silêncio, “Ainda Orangotangos” dirigido pelo Gustavo Spolidoro, uma adaptação do livro homônimo do escritor Paulo Scott.
O diretor, que estará presente para encontrar o público cineclubista presente, em curtas anteriores já tinha explorado a técnica do plano-sequencia (uma gravação contínua sem cortes) e, partindo destas experiências, em 2006, num exemplo único de virtuosismo técnico, controle artístico e esforço de produção, filma os 80 minutos de “Ainda Orangotangos” sem qualquer solução de continuidade.
O filme, ainda um “unicum” na filmografia brasileira, apresenta uma agitada Porto Alegre, percorrendo com a câmera ligada 15 km da área central, apresentando via via vários cenários e situações, com duas dezenas de protagonistas e mais de 180 figurantes.
As sessões, com entrada franca, integram a programação continuada da Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos com 13 anos de história, Ponto de Cultura certificado, Ponto de Memória pelo IBRAM, contando com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.
Projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo/Torres

“Tinta Bruta” de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon na sessão de segunda-feira do Cineclube Torres, no dia 11, às 20h.
Um dos mais premiados filmes gaúchos da última década, na continuação do ciclo “Um Certo Cinema de Porto Alegre em Torres”, na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo.
Dos mesmos diretores do filme exibido na segunda passada, “Beira Mar”, o Cineclube Torres vai apresentar “Tinta Bruta”, um filme de 2018, que recebeu uma atenção favorável por parte da crítica brasileira e internacional.
Exibido no Festival de Berlim daquele ano, o longa conquistou ali o importante prêmio Teddy Award como melhor filme Queer de ficção, e o Art Cinema Award. No mesmo ano, no Festival do Rio, o filme obteve os prêmios de Melhor Filme, pela escolha do júri oficial, Melhor Ator Coadjuvante (Bruno Fernandes) e Melhor Roteiro.
Em uma Porto Alegre soturna, o jovem Pedro, enquanto responde a um processo criminal, é forçado a lidar com a mudança da irmã para o outro lado do país. Sozinho no escuro do seu quarto, ele dança coberto de tinta neon, enquanto milhares de estranhos o assistem pela webcam.
“O personagem de Tinta Bruta é emoldurado por uma Porto Alegre sem alegria, cinza, quadrada, cujos habitantes se mostram anônimas silhuetas por detrás de grade e janelas. Tudo isso constitui uma moldura não apenas espacial, mas também emocional da cidade. Aqui é inevitável a lembrança de outro filme montado na capital, igualmente realista e poderoso: Cão sem dono (2007), dirigido pela dupla Beto Brant e Renato Ciasca” (Gustavo T. Diaz)
A sessão, com entrada franca, integra a programação continuada realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos com 13 anos de história, em atividade desde 2011, Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo IBRAM, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur), contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.
O que:
Exibição de “Tinta Bruta”, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, ficção, 118min., 2018
Onde:
Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres
Quando:
Sexta-feira, dia 11/11, às 20h.
Ingressos:
Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).
Projeto realizado com recursos da Lei Complementar n.195/23 – Lei Paulo Gustavo.

“A Última Estrada da Praia” de Fabiano de Souza será a próxima sessão do Cineclube Torres, segunda-feira dia 18, às 20h.
Mais um road movie em direção ao litoral no ciclo “Um Certo Cinema de Porto Alegre em Torres”, na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo.
Inspirado na obra “O Louco do Cati” do escritor gaúcho Dyonelio Machado, a história é uma aventura que envolve três amigos e um homem que encontram no caminho, estranho e mudo. Eles viajam pelo litoral gaúcho e, juntos, vivem experiências singulares e libertadoras.
“O tema principal do filme é a amizade e suas imprecisas fronteiras com o amor, mas há outros assuntos importantes, como a loucura e a solidão.” (Carlos Gerbase)
O diretor do longa de 2015, Fabiano de Souza, é um dos componentes do grupo da histórica produtora “Clube Silêncio”, que tem um papel relevante na definição do novo cinema gaúcho, conforme indicação da tese do Boca Migotto.
A “Última Estrada da Praia” surgiu como um programa de menos de meia hora da série Escritores, exibida pela RBS TV em 2007.
O roteiro foi ampliado, e as filmagens, estendidas para que o projeto se tornasse a versão final do filme com 93 minutos que foi apresentado na Mostra de São Paulo e premiado no Festival Lume de Cinema, em São Luís do Maranhão.
A sessão, com entrada franca, integra a programação continuada realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos com 13 anos de história, em atividade desde 2011, Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo IBRAM, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur), contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.
Projeto realizado com recursos da Lei Complementar n.195/23 – Lei Paulo Gustavo.

O Cineclube Torres vai exibir na próxima segunda, dia 25 às 20h, o filme gaúcho “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira.
O ciclo de novembro da Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, “Um Certo Cinema de Porto Alegre em Torres”, entra na sua última semana.
A estreia na direção de longas da gaúcha Cristiane Oliveira “Mulher do Pai” é um filme que aparentemente se encaixa no subgênero cinematográfico “coming-of-age”, que define obras que lidam com a transição da personagem principal para a idade adulta.
A particularidade nesse caso é a ambientação, fora de uma área urbana, numa periferia rural e fronteiriça entre Rio Grande do Sul e Uruguai.
A jovem é a Nalu (Maria Galant) que precisa cuidar do pai cego (Marat Descartes), após a morte da avó que os criou como irmãos. Quando o pai Ruben percebe o amadurecimento da filha, surge uma desconcertante intimidade entre eles.
A Cristiane Oliveira “introduz um olhar algo longilíneo sobre sexualidade a partir de uma tensão silenciosa entre pai e filha, que vivem momentos opostos, mas igualmente desestabilizadores, em suas relações com o sexo.” (Reinaldo Glioche)
“Mulher do pai” foi exibido em 2016 na 18ª edição do Festival do Rio, de onde saiu com os prêmios de direção, atriz coadjuvante e fotografia, e no Festival de Berlim, na mostra Generation.
A sessão, com entrada franca, integra a programação continuada realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos com 13 anos de história, em atividade desde 2011, Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo IBRAM, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur), contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.
Projeto realizado com recursos da Lei Complementar n.195/23 – Lei Paulo Gustavo.

Para o encerramento do ciclo de novembro, o Cineclube Torres traz o filme “Rifle” e seu diretor Davi Pretto para uma exibição especial nesta sexta-feira, dia 29, às 20h.
Uma sessão especial na próxima sexta-feira vai encerrar a oficina cineclubista “Um Certo Cinema Gaúcho de Porto Alegre em Torres”, panorama da recente produção audiovisual gaúcha, projeto apresentado e contemplado pelo Edital Municipal n. 03 – Audiovisual da Lei Paulo Gustavo.
O filme de encerramento, “Rifle” de 2017, será apresentado com a presença em Sala do jovem diretor, Davi Pretto, que atualmente tem o seu mais recente filme, “Continente”, em exibição nos cinemas.
Protagonista do longa, Dione, é um jovem misterioso que vive com uma família em uma região rural e remota. A tranquilidade da região é afetada quando um rico fazendeiro tenta comprar a pequena propriedade que Dione e a família vivem.
“Coração em chamas, mente inquieta, rosto sereno. Dione (Dione Avila de Oliveira) é assim, como um vulcão prestes a explodir na vastidão das coxilhas, irrompendo em meio ao silêncio e à calma que dissimulam sua fúria. “Rifle”, de Davi Pretto, mira esse homem instável como a pólvora ser induzida à ignição em um contexto degradante. Porém, quando Dione explode seu estrondo é bem menor do que o estrago causado por sua vida sem sentido nos campos ao Sul do Brasil.” (Danilo Fantinel, ACCIRS)
“Rifle”, segundo longa do autor, estreou no 67º Festival de Berlim na mostra Forum e foi vencedor do Prêmio da Crítica, Melhor Roteiro e Melhor Som no 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
As sessões, com entrada franca, integram a programação continuada realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos com 13 anos de história, em atividade desde 2011, Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo IBRAM, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur), contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.
Projeto realizado com recursos da Lei Complementar n.195/23 – Lei Paulo Gustavo.
